abril 29, 2006

"A small Big Brother"

Navego todos os dias na rede das redes. Um clique aqui, outro acolá, fazendo selecções por vezes orientadas, outras, um pouco ao acaso. Àquele texto interessante a que quero aceder, para o qual fui alertado por um amigo ou que vi referido num blogue, só se acede após registo, felizmente gratuito! Vai de preencher mais um formulário com mais alguns dados pessoais. As minhas pesquisas constantes são efectuadas no Google, que também me fornece correio electrónico gratuito através do Gmail (uma caixa enorme, e gratuita!). Ah! O admirável mundo novo!
Não penso continuamente nesse rasto que vou deixando, amodorrado na conveniência de ter "tudo" ao alcance dos dedos. Como poderia viver sem acesso à rede? Como poderia trabalhar?
Pois é! Estou anestesiado e, não fosse o filtro da SPAM da aplicação de correio, já me teria interrogado sobre aquele anúncio tão oportuno sobre ... que recebi um dia destes. Troco a minha privacidade pela conveniência. Estarei a fazer bem?

Um artigo do Expresso de hoje (Revista Única) alerta-nos a todos para esta realidade, que ainda está na sua infância. Uma citação pode ajudar a situar o problema numa perspectiva mais geral:

[...] Mesmo que a nossa informação não seja flagrantemente mal utilizada, poderemos começar a pensar duas vezes antes de fazer qualquer coisa que alguém possa considerar censurável, ou mesmo renunciar a defender aquilo em que acreditamos. «Cada geração poderá sentir-se cada vez mais à vontade com a falta de privacidade, de modo que acabaremos numa sociedade onde toda a gente pode descobrir tudo sobre nós. Quando isso acontecer, teremos de perguntar o que acontecerá à divergência, mesmo numa sociedade livre», avisa o professor Kang, da UCLA.
[...]

(acesso por assinatura electrónica)

Debaixo d’olho

Ver também o anexo, relatando experiências de gente mais jovem:

Ana [e] Henrique não têm medo da Internet

Publicado por ecos em abril 29, 2006 10:01 AM
Comentários

Gostaria muito de ler. Seria abuso pedir um serviço Expresso?... ;o)

Afixado por: DK em abril 29, 2006 05:54 PM

A caminho!

Afixado por: JSNovo em abril 29, 2006 08:24 PM

Thanks.
Os exemplos caricatos referidos na parte final do artigo dão na verdade muito que pensar. Julgo que as pessoas ainda não perceberam bem as implicações da vida numa sociedade inteiramente voltada para o consumo, em que nada - nem mesmo a nossa esfera mais privada, íntima - escapa às "leis" do mercado. É assustador.

Afixado por: DK em abril 29, 2006 08:49 PM
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