Apesar de tudo, o que tem sido revelado é a grande fraqueza da União, nomeadamente que para muitos daqueles que andam nas ruas, em oposição às elites políticas, o processo de integração não é mais uma causa e, por isso, a União tem falta de uma alma. A União nasceu ou por razões negativas — prevenir conflitos — ou por razões materiais — aumentar a prosperidade. Os gregos e os romanos desafiavam as ideias do estado de direito e da liberdade política perante o despotismo. A Europa, na Idade Média, era sinónimo de Cristandade. De 1500 a 1914, foi fonte de progresso social e científico. estava-se preparado para morrer pela liberdade em Maratona ou na Bastilha, pela Cristandade em Poitiers, Jerusalém ou Lepanto, ou na fogueira, por versões diferentes da mesma, na Basileia e Spitalfields, e por espalhar o Evangelho além mar. Mas onde estão hoje aqueles, prontos a sacrificar as suas vidas pelo materialismo do mercado social e pela burocracia que o organiza?
A. Alcock. História concisa da Europa - Dos Gregos e Romanos à actualidade. Publicações Europa-América, 2005, pp. 312-313.
PS: apesar de a mensagem ser perceptível, este é um exemplo claro da razão da minha preferência por ler na língua original; a tradução não se recomenda, mas enfim.
Publicado por ecos em abril 18, 2006 07:14 PM