Observações certeiras de JMFernandes sobre o tema, comparando as aproximações americana e francesa à questão, em:
Estado e religião: as duas tradições (necessária assinatura electrónica)
Um excerto:
[...]
Assistimos assim ao desenvolvimento de uma ideia, tendencialmente iliberal, que apenas concebe a laicidade não como neutralidade do Estado perante cultos que reconhece e estima na sua variedade, mas como oposição do Estado à presença de qualquer culto nos espaços públicos, remetendo-os em exclusivo para a esfera privada. Mais: aquilo que é a definição de uma característica dos Estados - há Estados laicos tal como há Estados confessionais -, acabou a ser assumido por indivíduos como sendo credo próprio. Porém, não se pode ser laico tal como não se pode ser confessional: é-se sim ateu, agnóstico ou crente. A não ser que se tome a laicidade como uma outra forma de religião, caminho perigoso pois redundaria numa nova religião de Estado, logo em novas intolerâncias.
No fundo, vai dar ao que tenho escrito, em resumo: de um Estado anti-ateísta do Século XIX, passamos ao Estado anti-teísta do Século XXI.
Afixado por: Orlando em dezembro 11, 2005 01:29 PMEsta gente anda muito confusa, principalmente os agnósticos e ateus, preferencialmente membros da Maçonaria.
Parafraseando Bagão Felix citando Chesterton, não existiriam ateus se não existisse Deus.
Será que estas bêstas já se aperceberam desta simples evidência?
Um abraço e cointinuação de melhoras rápidas.