O das palavras. Que não saiem, afogadas no desalento latente em que vivemos. A apatia instala-se; nada do que digamos ou façamos parece fazer qualquer diferença. E, no entanto, é este o tempo para a manifestação das nossas convicções profundas, para não ceder ao sufoco geral e como uma prova de vida interior. Mesmo que a dissolução e a diluição dominantes se mantenham como sombra permanente sobre nós.
Publicado por ecos em setembro 30, 2005 07:41 PM...E no deserto não há óculos cor-de-rosa que nos valham...
Neste clima de depressão latente em que vivemos, o que assusta mais é mesmo o silêncio e a perda de sentido das palavras. E quando as palavras deixam de nos (co)mover, a vida interior corre sérios riscos de se desmoronar. Por vezes acho que só se consegue salvá-la mediante uma espécie de "exílio interno" permanente (viver-se aqui na condição de estrangeiro/a), o que também tem os seus riscos...