julho 05, 2005

Grande lata!

Convido cada cavalheiro que me está a ler a imaginar que, de repente, o confrontam com a existência de um filho que não projectou nem deseja e lhe exigem uma paternidade responsável. Não falo apenas de investimento financeiro, querem de si que construa com ele uma relação única, de pai. Faça um esforço e coloque-se nessa posição. Por mais que tenha participado, por negligência ou acidente, na produção daquela gravidez, não sera difícil sentir como está a ser sujeito a uma enorme violência ter um filho é algo demasiado sério para nos ser imposto desta maneira, como facto consumado, certo?
[...]

O texto, da autoria de Paula Moura Pinheiro, continua por aí fora no mesmo tom. Apesar de se intitular "Cidadãs e Reprodutoras" é dirigido aos homens, convidando-os a colocarem-se no papel da mulher (suponho que viu, este domingo, um filme onde a mesma estratégia é usada com sucesso). Onde a autora se engana, redondamente, na sua ânsia de desvalorizar o valor da "promessa de ser humano" em relação ao "ser humano existente", é na responsabilidade intrínseca que dois seres humanos existentes devem assumir pelos seus actos, quaisquer e sem excepção. Ou defenderá que há actos da existência que são assumíveis e outros que o não são?

Cidadãs e reprodutoras?

Publicado por ecos em julho 5, 2005 07:51 AM
Comentários

Realmente é de bradar aos céus! Essa malta não reconhece autoridade moral para os machos se pronunciarem sobre a maternidade. Que raio de direito tem a Paula Moura Pinheiro de se pronunciar sobre qualquer tipo de paternidade? Realmente você tem razão: Grande lata!!!!!

Afixado por: O Velho da Montanha em julho 5, 2005 01:10 PM