fevereiro 19, 2007

Aniversário

No meio de outras ocupações, deixei passar o aniversário do blogue. Passaram três anos no dia 10 de Fevereiro. Que apreciação posso fazer deste tempo?
Bem, foi interessante, no sentido que foi a minha primeira experiência na blogosfera. Serviu de piloto para me aventurar noutras experiências idênticas, mas de temática diferente. Hoje, sei que é preferível estar na blogosfera com o próprio nome. O pseudónimo é uma defesa por vezes necessária, mas que não se justificava neste caso. Opto por não desvendar o "mistério", conhecido apenas de alguns.
Duas referências breves, antes da palavra final:
Uma, para a campanha do referendo. "Foi bonita a festa, pá!" é a frase que me ocorre sempre. No meio de alguma tristeza que rodeou a noite de dia 11, já havia no ar o ânimo de procurar novas causas. É o espírito que levo comigo e é o espírito que espero esteja com a grande maioria dos participantes nesta aventura. Não resisto em partilhar com os (poucos) leitores uma anedota que, inadvertidamente, um colega me contou: ao ver o meu carro particular decorado com cartazes, disse-me que, modernamente, as coisas não se faziam assim: alugavam-se carros, contratavam-se pessoas para fazer esse trabalho. Grande piada! Ainda bem que, nesta campanha, as coisas foram feitas com os meios particulares das próprias pessoas. Que outra maneira há de mostrar empenho?
A outra referência vai para a proximidade do dia da correcção da catarata resultante da operação ao descolamento de retina. Espero que esse dia seja auspicioso, no sentido de passar a ver melhor o mundo que me rodeia (bom, pelo menos com o olho doente, ;-)).
Dito isto, dou por encerrrado o blogue. Ele vai permanecer "online" até ser retirado pela AEIOU e, depois, pemanecerá arquivado no meu disco rígido, testemunha de um tempo especial em que foi companhia e entretenimento. A todos os (poucos) leitores um agradecimento especial pela companhia que me fizeram. Na certeza, porém, de que me poderão encontrar na blogosfera, da qual não desisto.

Publicado por ecos à(s) 02:00 PM | Comentários (1) | Citações

fevereiro 09, 2007

Há dúvidas?


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Publicado por ecos à(s) 09:50 AM | Comentários (0) | Citações

fevereiro 08, 2007

Pergunta mázinha

Relativamente à temática da entrada anterior, será que não podemos por em questão as ponderações profissionais dos juristas (ou médicos) que ponderam da maneira atrás descrita?

Publicado por ecos à(s) 03:28 PM | Comentários (0) | Citações

fevereiro 07, 2007

A ponderação

Voltando ao último Prós&Contras, há uma altura do discurso de Rui Pereira (RP) que não me sai da cabeça: quando falou da ponderação da vida da mãe e da vida do filho. Sim, há que ponderar quando as duas se podem perder, como já está previsto na actual lei. Mas não era a isso que RP se queria referir, mas à qualidade de vida da mãe (queira isso dizer o que cada um entender) e a vida "tout court" do filho. Que rica ponderação!

Publicado por ecos à(s) 06:49 PM | Comentários (0) | Citações

fevereiro 06, 2007

A campanha vista da província

Se há alguma coisa em que esta campanha me tem surpreendido é na diferente atitude das pessoas das duas posições em confronto. De um lado, a alegria, os balões, as bandeiras agitadas. Senti-o na marcha para a Alameda em Lisboa, numa das Voltinhas do Não do distrito de Coimbra e ontem, na sessão de esclarecimento na Casa da Cultura, com Vaz Serra, Vaz Patto e Rebelo de Sousa. Do outro lado, caras fechadas e um tom pesado. Ultimamente, tivemos o exemplo de Sócrates, recém-chegado da China, comentando a proposta de suspensão de processo. Ou mesmo ontem, Rui Pereira, no Prós&Contras. De facto, confesso ter ficado surpreendido com um retrato de Rui Pereira que não esperava: a dada altura, numa argumentação mais viva, chegou a ver-se-lhe espuma nos cantos da boca!
Diferentes são também as participações: ontem, a sala reservada na Casa da Cultura foi pequena e obrigou a mudança para outra maior. Esta, mesmo assim, encheu, com muitas pessoas de pé, outras sentadas no palco, e outras, cá fora no átrio, por falta de lugar. Contraste-se isto com as reportagens da campanha do sim, onde nem se mostra o público pelas óbvias razões de não ser uma imagem mobilizadora. Recentemente, numa reportagem sobre os médicos pelo sim, tive a nítida sensação que não havia ninguém na sala. As quatro pessoas intervenientes estavam todas a falar para a câmara.
Já nem falo na clara participação da imprensa em geral na campanha do sim, que só aparece na campanha do não quando algum peso-pesado mediático está envolvido. Critérios (ou a falta deles)!
Aliás, esta última observação recorda-me uma intervenção de um jornalista catalão num dos seminários da "Magna Charta Universitatum", que diz a dada altura o seguinte:

[...]
We lie because we are in a system that is so sophisticated that nothing seems to be what it is. Lies seem to be truths and we do not have the resources to tell what is what. We are designed to mirror what we see, but not to distinguish between human flesh and spiritual air. We think we are good when we limit ourselves to repeating what the opinion leaders say to us. We reproduce a given reality hoping the citizens will be able to understand things for themselves. We defer the responsibility of comprehending what is going on around us to the citizens.
[...]

Pois é! Depois, admiram-se que a imprensa escrita perca leitores.

Mas o importante não é isso. É esta sensação de encantamento que deriva da constatação da participação de tantos cidadãos anónimos que, longe dos holofotes, no dia a dia, vão usando o seu tempo para discutir com os colegas, distribuir folhetos, colar cartazes e participar nas mil e uma actividades que são propostas por esse país fora. Sem organização formal, sem partidos. A sociedade (ou, pelo menos, parte dela) a funcionar como deveria e pondo alma e alegria nisso. Até por isso vale a pena!

Publicado por ecos à(s) 09:05 AM | Comentários (0) | Citações

fevereiro 04, 2007

Artigos importantes para 11/2

(recebido por correio electrónico)

A Direcção da Revista ESTUDOS do CADC decidiu excepcionalmente disponibilizar on-line e em formato pdf todos os artigos publicados na Revista ESTUDOS sobre a defesa da vida e a questão do aborto, inclusivamente os que estão em curso de publicação, como é o caso do nº 6. Os artigos estão disponíveis na seguinte página Web: 1, o aborto nos ESTUDOS
O momento actual exige clarificação das ideias, consciências e argumentos, baseados em factos e dados fidedignos. Chamo, por isso, uma atenção muito especial para o artigo do Prof. João Carlos Loureiro, devido à comparação que estabelece com outros países europeus, aduzindo estatísticas inéditas em Portugal, além de muitos outros argumentos, que demonstram a falsidade e a demagogia com que a informação sobre o aborto é tratada.
[...]

Aproveitem!

Publicado por ecos à(s) 02:00 PM | Comentários (0) | Citações

Quem tem medo deste cartaz?

O cartaz não desejado que desaparece quando colocado:







(se a imagem não se tornar visível, pode ser vista em 10Semanas ou no blogue de C. Anaia, Destruição sistemática de material de campanha do "Não")

Publicado por ecos à(s) 10:56 AM | Comentários (0) | Citações