A melhor justificação que encontrei para o aparente sucesso de Dan Browwn e do seu "Código Da Vinci"; ou, de como um argumento pode ser invertido, como está a ser feito pela Opus Dei à boleia da polémica:
The Da Vinci Code's secret of success - By Spengler
7 meses depois, o olho evolui devagar. O nível de visão ronda os 50%, mas este número não diz tudo. Existe uma distorção no campo visual que recupera muito lentamente, e que afecta a avaliação por critérios objectivos como as tabelas de Snellen (em inglês).
Grande parte da dificuldade vem de uma coisa inesperada para quem não passa por isto. Todos temos umas sombras dentro dos olhos, tipo teia de aranha, o que é normal. Com os dois olhos a funcionar devidamente, é muito raro que as teias dos dois olhos coincidam na linha de visão; assim, é muito fácil que um dos olhos compense a dificuldade temporária do outro. No meu caso, quando o olho bom fica "impedido", passo a ver só com o outro, que vê mal. Isso não é um impedimento para a condução, mas é um problema para reconhecimento de faces, leitura, trabalho de concentração visual, etc. Curiosamente, o tratamento do olho que teve o descolamento (vitrectomia - castelhano) resultou numa limpeza completa da "teia" respectiva. É no entanto, um processo invasivo que só se usa em olhos sãos para este efeito em casos muito particulares (caso de pessoas que têm apenas um olho). Assim, vou vivendo com a limitação, esperando pela altura em que o olho fique suficientemente estável para poder adaptar-me às lentes progressivas; estas irão permitir corrigir a actual assimetria de visão longe/perto e facilitar-me a vida, já que agora tenho que alternar entre ter os óculos postos ou tirá-los, de acordo com o que estou a fazer.
Um assunto que está em cima da mesa, pelas mais variadas razões. Por isso, achei importante a opinião de Tim Berners-Lee, expressa na recente conferência WWW2006. Ora ouçam o "audioclip" (naturalmente em inglês e com 635 kB):
Tim's Views on Regulation. Duration 1:20.
(via Web 3.0: a rede capaz de discernir - Paulo Querido (necessária assinatura))