O Público parece efectivamente preocupado com a crescente popularidade dos blogues, em simultâneo com a perda de leitores da imprensa escrita. Um exemplo vem hoje na última página do periódico, intitulando-se.
Estudo indica que a blogosfera é lida por uma minoria de cibernautas (ligação acessível por assinatura electrónica)
Estudo indica que a blogosfera é lida por uma minoria de cibernautas (acesso livre; com a devida vénia a OBraga)
Uma citação:
[...]
As conclusões são de um estudo da prestigiada empresa de estatísticas Gallup e indicam que apenas nove por cento dos cibernautas nos EUA lêem blogues frequentemente, enquanto 11 por cento o fazem raramente e 66 por cento afirmaram nunca consultar este tipo de site.
[...]
A propósito, este inquérito (Blog Readership Bogged Down; assinatura necessária) vem na sequência de um outro inquérito pela mesma empresa que indica que:
The apparent effect that blogging is having within media and political circles is far ahead of its direct impact on the American public.
(Blogs Not Yet in the Media Big Leagues; assinatura necessária)
Curioso, não é? São, efectivamente, fortes razões para preocupação.
Uma sugestão de uma leitora atenta, DK, que eu subscrevo. Um artigo "[s]obre religião, secularismo, humor e muitas outras coisas".
The devil's sourdough and the decline of nations
Uma citação:
[...]
Faust thwarts Mephisto because he never ceases to strive, but Faust is an exceptional fellow, a proxy for the inimitable Goethe. What we learn instead from the lives of ordinary people - and from the life and death of peoples - is that a sense of divine presence is what makes the Devil's sourdough digestible. US evangelical Christianity is not "about" conservative values, school prayer, or heterosexual marriage. It is about Christ crucified, and the rest follows as a matter of housekeeping.
[...]
Uma reflexão sobre esta matéria na versão "online" da revista Wired:
In Defense of the Culture Clash
Um excerto:
[...]
Because of the internet, clashes between the sensibilities of different societies will only increase. Offended parties will press publishers to keep offensive communications off the network. However, if people only publish what's acceptable to most everyone in the world, then the internet will be a far less effective tool for social and political change than it might otherwise be.
[...]
Não, não me refiro a uma "nova" revolução francesa. Refiro-me tão somente ao caminho seguido por elites "bem pensantes" nesta Europa do séc. XXI. Não sendo tão radicais como alguns dos manifestantes muçulmanos do caso dos "cartoons", que provavelmente nem apreciariam a "misericórdia" duma guilhotina, são, na prática, promotores de decapitações em massa, não no sentido literal, naturalmente, mas pelo abandono ou silenciamento a que condenam vozes incómodas. A maior ditadura pode ser uma sociedade que pretende ser criada para agradar a uma maioria, em nome dum politicamente correcto que, por falta de um verdadeiro equilíbrio de "checks and balances", não agrada verdadeiramente a ninguém. A diversidade propalada transforma-se, de facto, na uniformização, onde o direito à diferença é um mito tirado do "1984". Às vezes, parece faltar pouco para o copo de cicuta, se a cicuta não fosse uma decisão demasiado firme para uma organização mole, mas asfixiante. Enfim, ainda temos a liberdade de expressão!
Tudo isto a propósito de um artigo que me foi recomendado por DK, de que aqui deixo uma citação:
[...]
In 2006 in Milan the prospect of Fallaci decapitata evokes not so much the iconic Leftist images of the Bastille, Robespierre, and the Terror, but Daniel Pearl, Nick Berg, and the Jihad — particularly in light of the subject matter that has earned the great lady so many enemies in Italy and around the world. This should come as no surprise. Both the Left and the mujahedin envision a totalitarian state that cleanses the world of evil by force, establishing a just society at the price of an unspecified number of dead. Both are advocates of a supremacist ideology that is immune to self-criticism and unable to tolerate criticism from others. And now as the European Union contemplates new laws that will, in the words of Franco Frattini, who bears the Orwellian designation of EU Commissioner for Justice, Freedom, and Security, “give the Muslim world the message: We are aware of the consequences of exercising the right of free expression,” the marriage of the European Left and Islamic jihad can proceed all the more speedily. Frattini has since denied that the EU has any such plans, but there can be no denying that voices all over the West have called for the media to exercise “responsible self-regulation” so as to avoid trampling upon Muslim sensibilities. But Muslim sensibilities only: those who depict Fallaci beheaded, or Jesus Christ with the face of Osama bin Laden, will continue to be subject to the same protections enunciated by Josh Wainwright, the producer of the art show that featured the Christ/Osama painting: “I don’t think it’s anyone’s job or vocation to limit the expression of artists.” Right. Except cartoon artists, of course. Or at least those who have the temerity to suggest that there might be some connection between violent actions done by Islamic jihadists and the Prophet who said that “Paradise is under the shades of swords.”
[...]
Porque será que leio as entradas completas nos blogues e, basicamente, os títulos dos jornais?
Porque será que me preocupo se me atraso na leitura dos meus blogues preferidos e não ligo se não "varrer" os titulos dos jornais dois ou três dias seguidos?
Porque será que não dou conta do tempo a passar quando dou a volta ao meu "blogroll" e cinco minutos de jornais me parecem sempre longos?
É verdade! Como o tempo passa! O que começou como uma válvula de escape em relação às opiniões expressas nos "media" tradicionais ainda por aqui anda. Passei a ter uma voz, pequena, ainda que utilizando como intermediários personagens fictícias. Depois, acabei por achar que não valia a pena esse artifício.
O "Ecos da Província" tem-me acompanhado, umas vezes mais activo, ultimamente menos, até pela vicissitude que me atingiu. É uma companhia, uma memória, uma caixa para as minhas pequenas contribuições para a rede global. Foi o meu primeiro blogue, servindo assim como meio para desbravar caminho nesta nova via de comunicação e ponto de encontro virtual. Apesar do lugar especial que tem, "sofre" com a minha falta de tempo ou empenhamento noutros projectos. Mas está aqui. Posso considerá-lo a minha mania, que vale por cinco, para responder ao desafio d‘O Velho da Montanha. E tem também valido pelos encontros (virtuais) com outros companheiros de viagem, pelo cruzar de opiniões e pelas "excursões" por assuntos a que, de outro modo, não ficaria exposto nem teria que meditar. Sinto-me mais rico esperando, modestamente, ter contribuido algo para que outros também aprendam um pouco com a minha visão das coisas.
Quando se querem tratar coisas sérias, não se começa por mentir:
Exm.º Senhor Dr. Juiz de Direito
do Tribunal Cível de LISBOA
Teresa Pires, contribuinte nº x, portadora do bilhete de identidade nº. x, residente na Rua x, em 1600 – xxx Lisboa e Helena Paixão, , contribuinte nº. x, portadora do bilhete de identidade nº. x, residente na Rua x,
não se conformando com o despacho de recusa da sua pretensão de contraírem matrimónio uma com a outra, que foi proferido pelo Exmº. Senhor Conservador da 7ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, vêm do mesmo apresentar R E C U R S O
[...]
http://advogadodiabo.blogspot.com/2006/02/as-alegaes.html
A dona Maria vive na mesma rua que Teresa e Helena, em Oiã, no concelho de Oliveira do Bairro. Há mais de um ano que se lembra de as ver passar na rua com a filha. "Vão sempre as duas atrás e a miúda à frente", conta. Esta vizinha das duas mulheres só há "três ou quatro meses" é que soube "que elas eram namoradas". "Nunca tiveram qualquer tipo de comportamento que revelasse isso. Até pensava que eram cunhadas ou irmãs", acrescenta.
[...]
Maioria dos habitantes de Oiã é contra a relação
[...]
É competente a Conservatória em que cada um dos noivos tenha a sua residência estabelecida há mais de 30 dias anteriores à apresentação do requerimento ou da declaração.
[...]
Organizar o processo de casamento
(com a devida vénia a Fumaças)