janeiro 24, 2006

Recuperando uma vida normal

O que talvez não se antecipe de um problema deste tipo (descolamento de retina) é a possibilidade de um longo período de recuperação. O uso do olho afectado tem várias fases, com consequências para a vida diária. No meu caso, tem vindo a recuperar lentamente as suas capacidades: visão a 20% ao fim do primeiro mês; a 40%, ao fim do segundo. Para lá dos dados "numéricos" está a realidade: a mudança da lente dos óculos resolve parcialmente a visão ao longe; ao perto, é completamente inútil, sendo que vejo melhor sem os óculos (sou míope).
Outra questão relaciona-se com a integração cerebral das duas imagens distintas. Até ao final do segundo mês, "via" principalmente a imagem do olho bom. Actualmente, vejo uma imagem mista, ou seja, acabo por estar a ver pior, a menos que feche voluntariamente o olho afectado. Mas isso, parece-me, pode ter a consequência de manter o olho "preguiçoso", em vez de o levar a funcionar tão normalmente quanto possível. De qualquer maneira, é por vezes desesperante a imagem dupla que vejo, dificultando seriamente a leitura e o reconhecimento das pessoas. Estou sempre a avisá-las que não estranhem não as reconhecer imediatamente, não querendo passar por mal educado. Enfim, tenho que (aprender a) viver limitado nas tarefas do dia a dia. A propósito de limites, talvez seja útil indicar o que posso fazer de facto: praticamente tudo, inclusivamente conduzir, se bem que me tenha auto-limitado nessa actividade, utilizando preferencialmente os transportes públicos. Os limites à leitura e à utilização do computador são ditados pelo nível de conforto: logo que me sinta cansado, paro ou mudo de actividade.

Publicado por ecos à(s) 01:30 PM | Comentários (0)

janeiro 17, 2006

Descolamento de retina 2

Para mim, já é um bocadinho tarde, mas registe-se a intenção. Eu descobri, da pior maneira, a razão de uma notícia que não deveria existir num país digno desse nome. E hoje estou a pagar o "preço" em termos de tempo de recuperação. Eu fui um dos que teve sorte, apesar de tudo.


(texto integral)

Descolamento de retina é prioritário

oftalmologia

A Ordem dos Médicos (OM) recomendou que os doentes com descolamento da retina sejam operados prioritariamente, depois de ter constatado que esta primazia não estava a ser respeitada, pondo em risco a visão dos pacientes.

Segundo uma recomendação da OM, a que agência Lusa teve acesso, foi definido como "imperativo deontológico" que um descolamento da retina - a separação da retina da parte subjacente que a sustenta e que pode conduzir a perda de visão - tenha "prioridade absoluta sobre as outras cirurgias programadas", na área da oftalmologia.

O bastonário da OM, Pedro Nunes, explicou que esta recomendação surge após uma audição do Colégio de Especialidade de Oftalmologia e no seguimento de casos em que doentes com descolamento da retina não receberam a devida prioridade para uma intervenção.

A OM recomenda que, "quando a unidade de saúde não possuir pessoal ou equipamento necessário para responder com a solução terapêutica mais adequada, deve estar previamente assegurado o encaminhamento destes doentes para local adequado". Perante esta recomendação, os responsáveis pelos serviços têm de organizar-se para promover este atendimento prioritário, o que, segundo Pedro Nunes, já está a acontecer.

Descolamento de retina é prioritário

PS (10:15): ver também Movimento dos Utentes da Saúde (fazer "scroll" até ao texto intitulado "Prioridade absoluta aos descolamentos da retina, recomenda a ORDEM DOS MÉDICOS"

PS 2 (14:33): de facto, o texto referido no primeiro PS é da revista "Tempo de Medicina". Não podendo fazer uma ligação directa por razões técnicas, deixo aqui o texto integral:

Recomendação da Ordem dos Médicos sobre descolamentos de retina

«Prioridade absoluta»

A Ordem dos Médicos divulga hoje, dia 21, uma recomendação sobre as prioridades nos serviços de Oftalmologia. A Ordem defende que, ao contrário do que vinha acontecendo, os casos de descolamento de retina recentes devem ter «prioridade absoluta».
Esta recomendação foi aprovada na reunião do Conselho Nacional Executivo (CNE) do passado dia 15 de Novembro e resulta de uma proposta do Colégio de Oftalmologia sobre os casos de descolamento de retina recentes (considerados como tal aqueles que têm menos de um mês de evolução). Segundo explicou ao «TM» o bastonário, Pedro Nunes, este assunto já estava a ser investigado pela Ordem há cerca de dois meses: «Tivemos conhecimento, através da comunicação social, do caso de um doente que havia sofrido um descolamento de retina e que se queixava de ter tido de recorrer ao privado, por não poder ser operado de imediato no Serviço Nacional de Saúde. A partir daí pedi ao Colégio de Oftalmologia para averiguar se se tratava de uma caso isolado ou não. E, de facto, a investigação do Colégio concluiu que a situação era prática corrente nos serviços de Oftalmologia dos hospitais do País».
Na verdade, o que sucede é que os doentes que chegam aos estabelecimentos públicos de saúde apresentando sinais de descolamento de retina são indicados para cirurgia, mas não com carácter de urgência, o que leva a que, dada as extensas listas de espera cirúrgicas da maior parte dos hospitais portugueses, esperem, em muitos casos, mais do que o aconselhável pela intervenção.
A Ordem dos Médicos quer que esta realidade seja alterada e, por isso, «transformou» o parecer do Colégio de Oftalmologia numa recomendação, de âmbito nacional. O texto que a Ordem hoje divulga determina que seja dada «prioridade absoluta» a estes doentes, que deverão passar à frente de qualquer cirurgia programada ou não urgente. E no caso de o respectivo serviço não ter capacidade de resposta, este deve reportar o facto às autoridades competentes e o doente deve ser encaminhado para outra instituição de saúde.
Neste contexto, a Ordem propõe também que o Ministério da Saúde defina quais são os centros de referência para esta patologia. Resta saber como a tutela vai acolher esta proposta dos médicos. Pedro Nunes não esconde que gostaria de ver a recomendação convertida num dispositivo ministerial que lhe conferisse mais força.

M.F.T.

TM 1.º CADERNO de 2005.11.21
0511301C24105MF47D

Publicado por ecos à(s) 06:47 AM | Comentários (0)

Vital Moreira serôdio

VMoreira continua resignado com a eleição de CSilva; continua, também, com a estratégia de limitação "a priori" dos poderes do presidente. Se não fosse assim, porque escrever um longo texto, pretensamente sobre o regime francês, para o terminar desta maneira:

[...]
Quando em França o semipresidencialismo dá assim mostras de crise e de crescente contestação, estranho é que em Portugal haja quem o queira instaurar serodiamente, ainda por cima à revelia da Constituição e da lógica democrática.

O "veneno do presidencialismo" (acesso pago)

VMoreira, como outros, continua "envenenado". Um exemplo de uma personalidade que pratica aquilo que descrevi em Éticas. Se essa energia fosse usada para o bem do País ... (este, sim, é um verdadeiro exemplo de "wishful thinking").

Publicado por ecos à(s) 06:10 AM | Comentários (0)

janeiro 15, 2006

Desvarios republicanos

[...]
O ministro da Justiça tocou onde mais dói à campanha soarista as sondagens que, sem excepção, indicam uma vitória de Cavaco à primeira. "Não podemos consentir que os resultados se transformem em ratificações de sondagens, porque quando os eleitores forem chamados às urnas para ratificar sondagens, "a democracia está realmente ameaçada." E foi ainda mais longe na dramatização. "Os portugueses não se podem conformar com a possibilidade de ser escolhido à primeira volta quem eles sabem que perderia à segunda volta. Isso seria uma enorme distorção do processo democrático". Denunciou a "confusão de candidatos" e defendeu que a verdadeira eleição será numa segunda volta Soares/Cavaco. "A opção deve ser entre os dois candidatos efectivos".
[...]

Sublinhados meus. E é este senhor membro do governo!
"Se eu perder a culpa é minha"

(via Minha Rica Casinha)

Publicado por ecos à(s) 11:38 AM | Comentários (0)

janeiro 14, 2006

O candidato plagiador

Parece que Louçã também é adepto ocasional do plágio sem citar as fontes. A informação até vem de um "site" insuspeito, porque da mesma área política:

Mais histórias de plágios

Bela colheita!

Publicado por ecos à(s) 07:37 AM | Comentários (0)

janeiro 10, 2006

Detalhes

Uma das notícias do dia é a divulgação, pela ANACOM, de um estudo sobre as velocidades reais de acesso à Internet pelos diferentes fornecedores do serviço. Querendo consultar os dados originais, debalde procurei nas notícias de três diários que referem a matéria (Público, Jornal de Notícias e Diário de Notícias) o endereço respectivo. É que o "site" da ANACOM não é um primor de organização e a notícia é tão recente que não se pode recorrer a "São" Google. Deixo aqui a ligação para quem não tenha tido paciência para dar com ela:

Avaliação do Serviço de Acesso à Internet, Janeiro de 2006

Publicado por ecos à(s) 06:40 AM | Comentários (0)

A cartilha

Sem novidade, Vital Moreira continua resignado com a vitória de Cavaco Silva. No exercício de hoje, no Público, apresenta o manual de instruções do mau uso dos poderes presidenciais. Apesar de o seu objectivo ser o ataque ao candidato, o artigo pode ser lido como uma enumeração dos defeitos do regime republicano, consequência directa da falsa independência do presidente, que lhe está subjacente. Nada mau para o, segundo alguns, futuro comissário da celebração dos 100 anos deste regime.

Uma citação:

[...]
Igualmente cândida é a ideia de que está excluída, à partida, a hipótese de o presidente da República abusar dos seus poderes. Todavia, a verdade é que, se a generalidade dos poderes presidenciais são virtuosos, quando usados com parcimónia e moderação, já são devastadores, quando utilizados de forma excessiva ou abusiva. Ora, não existe nenhum meio de impedir o abuso dos poderes presidenciais, se isso fizer parte da agenda presidencial. Os actos do presidente, mesmo se inconstitucionais, não estão sequer sujeitos a escrutínio do Tribunal Constitucional.
[...]

Três equívocos (acesso condicionado por assinatura do serviço)

Publicado por ecos à(s) 06:09 AM | Comentários (0)

janeiro 07, 2006

2ª Avaliação

Visão a 40% no olho afectado, que está suficientemente estável para poder mudar a lente dos óculos. Mas ainda vejo com flutuações devidas à intervenção, porque a retina demora muito tempo a recuperar. Daqui a dois meses vamos ver como está.

Publicado por ecos à(s) 07:14 AM | Comentários (0)

janeiro 01, 2006

O plágio da mandatária ...

... da juventude de MSoares. Duas originalidades republicanas!

Uma pequena adivinha

Publicado por ecos à(s) 09:05 PM | Comentários (1)