setembro 30, 2005

Deserto!

O das palavras. Que não saiem, afogadas no desalento latente em que vivemos. A apatia instala-se; nada do que digamos ou façamos parece fazer qualquer diferença. E, no entanto, é este o tempo para a manifestação das nossas convicções profundas, para não ceder ao sufoco geral e como uma prova de vida interior. Mesmo que a dissolução e a diluição dominantes se mantenham como sombra permanente sobre nós.

Publicado por ecos à(s) 07:41 PM | Comentários (1)

setembro 22, 2005

O ouro e a bandida

Aqui há uns tempos, passou nos "media" uma história de um pobre homem, sem meios de subsistência, que foi condenado a prisão efectiva por não ter pago uma multa de meia dúzia de euros, com a justificação do desrespeito pelo tribunal.
Ontem, ficamos a saber que Fátima Felgueiras respeitou integralmente o tribunal.
E mais não digo, para não recorrer a português bem vernáculo!

Publicado por ecos à(s) 01:31 PM | Comentários (0)

setembro 19, 2005

Outonos

O Outono verdadeiro, antecipado nos amarelos e vermelhos das vinhas.

O Outono falso, nos amarelos e vermelhos das árvores queimadas pelos incêndios.

Publicado por ecos à(s) 08:37 PM | Comentários (0)

A ler

Uma entrada do "irmão" Manuel, da Grande Loja, sobre a polémica útil do momento político, destinada a desviar atenções de outras coisas:

e(ste)ticistas do regime

Publicado por ecos à(s) 08:16 PM | Comentários (0)

Tempos

Este fim de semana acordei com uma sensação estranha. A luz do dia tinha uma cor diferente. O horizonte estava ocupado por uma densa névoa, que cobria, qual superfície frontal, uma extensão deveras impressionante. Dei um passeio matinal com o cheiro de madeira queimada no ar. As notícias da uma confirmaram o facto adivinhável: um enorme incêndio entre Mortágua e Anadia, tocado por um vento diabólico.
Terão, esse incêndio e as suas consequências, afectado a minha percepção? Não sei. E este é o facto mais revelador de todos. A indiferença. A menos que nos toque directamente, passa-nos ao lado.
Essa é uma imagem que se aplica ao resto das nossas vidas. No clima de anestesia geral em que vivemos, muito nos passa ao lado. A nossa intervenção cívica, o nosso sentimento de solidariedade, ficam relegados para melhor ocasião por um sentimento de apatia que nos ameaça a todos. Olhamos os políticos, os seus exemplos, e somos de imediato atingidos pelo desencorajamento. As causas (as verdadeiras, não as do próprio bolso) são razão para muito poucos. Já não faltará muito para que as manifestações tenham dias marcados pelo Governo Civil, para juntar os poucos de cada causa e reduzir as dificuldades que possam causar ao trânsito, a exemplo do que se faz na Holanda.
Passo a vista pelos jornais e nada me afecta: o preço do petróleo, o número dos desempregados, os mortos da última bomba no Iraque. Fica apenas o fumo cinzento e distante de um incêndio que não me aquece.

Publicado por ecos à(s) 05:55 PM | Comentários (0)

setembro 06, 2005

Documentário

A malta do costume deve estar a "adorar" o documentário que está, neste momento, a passar no telejornal da SIC.

Filme inédito revela que a vida no ventre é mais precoce e intensa

Publicado por ecos à(s) 08:50 PM | Comentários (1)

Chuva!

Sair à rua, sentir a morrinha e o cheiro a terra molhada. Sabe bem.

Publicado por ecos à(s) 08:39 PM | Comentários (0)

setembro 04, 2005

Rotatividades republicanas!

Graças a JV, do Quinto dos Impérios (ligação à direita), que me recordou a "gaffe" de Fernando Rosas na sexta-feira quando disse que o BE iria indicar Louçã para cabeça de lista (?!?!) à presidência da república, ocorreu-me o seguinte:

Na hipótese improvável de Louçã ganhar, será que o cargo também seria exercido em rotatividade? ;-)

Publicado por ecos à(s) 08:50 AM | Comentários (4)

Europas!

Permito-me aqui citar uma entrada certeira do Quinto dos Impérios, mas mais vale lê-la no original, porque na transcrição não se incluem as ligações:

CENAS DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA - 11

Ficámos hoje a saber que o Comissário Franco Frattini pretende que os imigrantes extra-comunitários façam um juramento de fidelidade à União Europeia que inclua "o respeito pela lei nacional, pela lei da União e pela Carta dos Direitos Fundamentais".
É curioso que isso aconteça precisamente na altura em que a Europa anda à procura de um modelo e o Presidente da Comissão prefere nem ouvir falar da Constituição onde a dita Carta (que continua sem valor jurídico vinculativo) foi enxertada.
Depois de ter tentado construir uma União de cima para baixo, a eurocracia ensaia agora uma técnica de fora para dentro.

JV

CENAS DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA - 11

Publicado por ecos à(s) 08:42 AM | Comentários (0)