maio 31, 2005

Actualização tecnológica

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Publicado por ecos à(s) 10:05 PM | Comentários (2)

maio 30, 2005

Não ouvi bem, concerteza!

Nuno Severiano Teixeira, no telejornal da noite da RTP1, fala de uma "federação" de partidos de extrema esquerda, comunistas e extrema direita que seria responsável pelo não francês. 55% de votantes? Sejamos sérios!

Publicado por ecos à(s) 08:25 PM | Comentários (2)

maio 29, 2005

Sobre o Não francês

Eduardo Lourenço e a sua interpretação dos pressupostos históricos que conduziram a França à situação que vive hoje:

[...]
Desde o início, o belo sonho europeu foi um sonho mal sonhado mesmo para quem o sonhou com convicção - para ser um sonho de compensação e de medo e não um sonho imperioso e vital, filho de uma paixão politica, activa, por aquilo que nebulosamente chamamos Europa. A ameaça real ou virtual do ex-império soviético bastou, de 1949 a 1989, para justificar e alimentar o sonho "defensivo" europeu encorajado pelos Estados Unidos e impossível sem o famoso "guarda-chuva" atómico. A partir do muro de Berlim, com uma Europa já em marcha, esse imperativo histórico não pareceu tão urgente. O fim da guerra fria deu-lhe um golpe fatal. Com o fantasma de Estaline remetido para a sombra, a Europa ficou sem inimigo. A direita europeia descobriu um, de substituição, quase fantasmático, na ameaça islâmica integrista, mais para o partilhar com a América do que para se sentir "europeia". A esquerda reciclou as suas frustrações, inventando-se anti-americana. Mais do que ninguém, a França ilustrou esta dupla postulação na ordem politica e cultural. Ilustrou-a por delegação, não por dinâmica interna, como no passado. E é este no fundo, o verdadeiro dilema histórico-politico e cultural francês. A França, todos nós sabemos, já não é a prima-dona da nossa história europeia e sobretudo da nossa mitologia especificamente europeia que a França como ninguém, encarnou.
[...]

A débacle branca (necessária assinatura electrónica)

Publicado por ecos à(s) 08:37 AM | Comentários (0)

maio 23, 2005

Estado e ética

O Público inclui hoje um excelente artigo de Mário Pinto sobre o assunto em epígrafe. Deixo aqui um excerto:

[...]
Habermas abre a sua apresentação com uma referência sugestiva. Diz ele: "o tema que nos foi proposto discutir evoca uma questão (...): se o Estado laico liberal não será alimentado por pressupostos normativos que ele próprio não consegue garantir". E continua: "Exprime-se aqui a dúvida de que o Estado constitucional democrático consiga renovar, pelos seus próprios meios, as condições normativas de existência, assim como o pressuposto de que esse mesmo Estado se encontra dependente de tradições ideológicas ou religiosas autóctones ou, pelo menos, tradições éticas colectivamente vinculativas".
[...]

Estado e ethos da sociedade civil: a (in)governabilidade (necessária assinatura electrónica)

Publicado por ecos à(s) 07:39 AM | Comentários (0)

maio 18, 2005

Petição ...

... sobre programa de Educação Sexual nas escolas. Já assinou?

Publicado por ecos à(s) 06:48 PM | Comentários (0)

SÍTIO DO NÃO

SÍTIO DO NÃO, uma iniciativa de JPPereira, de que tomei conhecimento pelo Último Reduto (ligação na coluna da direita), para:

Todos aqueles que querem votar “não” e não se revêem no “não” do PCP e do BE à Constituição Europeia, de que estão á espera para organizar um movimento que explique as suas razões aos portugueses? Ou o derrotismo face à gigantesca coligação do “sim”, com todos os partidos e todos os meios, já impera? [...]

ESTÁ NA HORA DE ORGANIZAR O MOVIMENTO DO “NÃO”

Publicado por ecos à(s) 05:18 PM | Comentários (3)

maio 14, 2005

Dois anos

Um pouco atrasados, aqui ficam os meus parabéns ao No Quinto dos Impérios, um dos meus blogues de referência. Que não se cansem os vossos dedos.
Bem hajam.

Publicado por ecos à(s) 09:29 AM | Comentários (0)

maio 12, 2005

Pedofilia e prostituição

Os processos recentes relativos a casos de pedofilia têm duas virtudes: não permitem ao cidadão comum ignorar o assunto, a resposta mais provável; não deixam as vítimas completamente isoladas, pela contribuição que a exposição pública pode ter na compreensão do problema.
Todos queremos passar ao lado das situações abjectas com que deparamos, o que é uma reacção natural. Não sabemos como agir, nem queremos agir. Infelizmente, é uma atitude que contribui para o isolamento e a falta de protecção dos sujeitos. Assim como contribui para a manutenção das situações, por demissão. Temos dificuldade em lutar por causas e talvez esta causa nos pareça por demais menor. Fazemos assim escolhas, não escolhendo.
O isolamento das vítimas, menores, reforça o entorse mental que sofrem num período em que são especialmente vulneráveis por estarem em formação. Carecidos da protecção dos pais, são também socialmente abandonados, literalmente entregues aos "cuidados" dos abusadores, os únicos que por eles demonstram verdadeiro interesse. O beco social em que se encontram leva-os a decisões diárias, casuísticas, cujo sentido aponta obrigatoriamente para um adulto que o é em idade física, mas que falhou parte substancial da sua infância a lutar pela vida da única maneira que lhe foi possível.
Conseguimos ficar calados, continuando a passar ao largo, sabendo que a nossa atitude pode contribuir para o afunilamento de mais vidas?

Ver também o artigo de PStrecht no Público de hoje: A necessidade de consolo (secção Espaço público; necessária assinatura electrónica)

Publicado por ecos à(s) 07:06 AM | Comentários (0)

maio 07, 2005

Ora nem mais!

Do Público de hoje, infelizmente só acessível por assinatura electrónica, deixo aqui um excerto de um texto de Maria Lúcia Amaral a propósito da construção europeia:

[...]
Tornou-se moda falar no deficit democrático das instituições europeias; mas a verdade é que por detrás do jargão se esconde uma realidade preocupante. Um conceito mínimo de democracia presssupõe sempre a existência de duas coisas. Antes do mais, a existência de um espaço público, ou seja, de uma esfera de actuação conjunta de partidos, de grupos e de opiniões que permita o desenvolvimento do debate livre e esclarecido sobre as questões colectivas e sobre as decisões que, quanto a elas, o poder venha a tomar; depois, a accountability, ou seja, a possibilidade que os eleitores devem ter de sancionar os eleitos pelas más decisões tomadas, não confirmando os seus mandatos, ou, pelo contrário, de premiar as boas, através da fidelidade do seu voto.
Mas nem uma nem outra coisa existem hoje, plenamente, na vida da União. Por um lado, as instituições que concentram em si o poder decisório, e que são o Conselho e a Comissão, não são em si mesmas accountable, visto que são compostas, ambas, ou por membros dos governos nacionais ou por membros por estes designados, as contas que os seus titulares prestam aos eleitores europeus só são feitas no seio de cada Estado-membro e nos termos das normas constitucionais nacionais. Directamente, pelas decisões tomadas a "nível" europeu, as autoridades da Europa não prestam contas a ninguém porque não há quem as receba ou as faça. O Parlamento Europeu, inevitavelmente frágil como expressão de uma legitimidade popular europeia (leia-se: dos povos da Europa), não chega para preencher o vazio. Como o não preeenche o espaço público europeu, tão rarefeito quanto o é a "identidade" da comunidade política que ele pretende sustentar.

[...]

Nós, o referendo e a Europa (secção Espaço Público)

Publicado por ecos à(s) 09:03 AM | Comentários (0)

maio 06, 2005

A ver

Um interessante conjunto de artigos sobre blogues políticos no Público de hoje, a propósito do aniversário do Abrupto.

Impacto dos blogues no debate político ainda é reduzido e ligações conexas, infelizmente só acessível por assinatura.

Publicado por ecos à(s) 07:23 AM | Comentários (0)

Parabéns

Ao Abrupto, pelos seus dois anos.

Publicado por ecos à(s) 12:00 AM | Comentários (0)