fevereiro 28, 2004

Feminismos

Inês Pedrosa continua a sua campanha de Alexandra Solnado II no artigo A tua mãe é um fantasma (assinatura necessária) na revista do Expresso desta semana. Desta vez escreve sobre as mulheres cobertas de véu, muçulmanas, numa cruzada para as libertar da opressão da sociedade, dos maridos, dos familiares. Que pena que nada diga sobre as "libertadas" mulheres ocidentais descobertas, no sentido mais amplo do termo, que inundam as capas e os interiores das revistas e jornais à venda em qualquer banca.

Publicado por ecos à(s) 12:13 PM | Comentários (0)

A posição do blogue

Fiquei a saber que, segundo o Público, este é um blogue de direita ou de extrema-direita (Petição). Apesar de não ter feito publicidade directa à petição "Mais vida, mais família", suponho que é clara a minha posição na matéria. Essa é a que interessa.
Quanto à posição política, tão claramente atribuida pelo Público, faz-me pensar que devo ir imediatamente à sede do PS entregar o cartão de militante, 8-).

Publicado por ecos à(s) 09:54 AM | Comentários (0)

A omissão

Acabei de ler o artigo de opinião de Ana Sá Lopes no Público de hoje, 3 de Março, 8 de Março. É notável como, ao longo de todo o artigo, há uma omissão flagrante. Os sujeitos são o PSD, o PS, o PP, os respectivos deputados, António Guterres, Durão Barroso e a ultrapassada mentalidade nacional que não permite à mulher a sua "liberdade". Em nenhum momento a articulista refere que há mais alguém envolvido.
-Esse até nem vota, para que nos havemos de preocupar com ele - diria, na sua sabedoria, a Josefa, com o olhar distante que põe quem já nada espera desta sociedade.

Publicado por ecos à(s) 09:45 AM | Comentários (0)

fevereiro 26, 2004

Liberdade de expressão

Finalmente, o Público permitiu a publicação de uma opinião diversa da "politicamente correcta" (ou seja, nada se pode dizer contra os "gays") (ver O Direito da Criança). Um pouco à semelhança da questão do aborto. Só uma dada facção pode ter direito à opinião publicada. Outras serão silenciosamente silenciadas.
Apesar de, na questão que é o tema deste comentário - a adopção por casais "gays" - alguém já ter dito, e muito bem, que há uma contradição intrínseca entre escolher um estilo de vida estéril e pretender adoptar.
Esta, nem eu a tento explicar aos meus simples colegas do café da aldeia...

Publicado por ecos à(s) 12:16 PM | Comentários (0)

fevereiro 25, 2004

Deveres de cidadania

Segundo a notícia do Público de hoje, (Cuidados paliativos), vai dar entrada na Assembleia da República uma petição a favor dos cuidados paliativos, no sentido de aumentar o número de unidades de saúde dedicadas a esta tarefa. Por uma vez, sinto que se forma um movimento que é, de alguma maneira, revolucionário. No meio de uma Europa em envelhecimento permanente, com baixa taxa de natalidade, preocupada apenas com a sua qualidade de vida, a palavra-chave é eutanásia, por vezes disfarçada de direito de escolha.

Publicado por ecos à(s) 11:03 AM | Comentários (0)

fevereiro 23, 2004

Histórias

Surpreendeu-me a contribuição de hoje de Graça Franco no Público. No seu artigo de opinião Estórias de Mulheres Cambaleantes, Polícias, Prisões e "Outras Coisas"... conta-nos uma história que se pode perfeitamente passar nos dias de hoje, em pleno séc. XXI. Podemos sempre ignorá-la, dizer que o problema é dos outros, que é o governo, ou a assembleia, ou os partidos, quem deve evitar essas situações. Teremos talvez a sensibilidade embotada pelas notícias que vemos todos os dias nos jornais e na TV. Teremos todas as desculpas do mundo.
É pena que, com tudo isso, o problema se mantenha...

Publicado por ecos à(s) 11:19 AM | Comentários (0)

Ares do tempo

O artigo de opinião O ar do tempo (acesso com assinatura) de JASaraiva no Expresso deste fim de semana levanta, concorde-se ou não com os exemplos, o problema da fundamentação de muitas das nossas opiniões. Opiniões essas que podem ser determinantes na evolução da nossa sociedade.
Independentemente das opiniões primárias expressas nos comentários feitos ao artigo até ao momento, tipo intelectual superior que não recebe lições de ninguém, penso que todos devemos fazer uma reflexão séria sobre os temas que influenciam a nossa vida. Até para podermos ter uma contribuição positiva na discussão contínua sobre os problemas que nos afectam a todos.
É um direito e um dever de cidadania.

Publicado por ecos à(s) 11:06 AM | Comentários (0)

fevereiro 19, 2004

Análise

Acabei de ler no Público de hoje o artigo de opinião de Pedro Strecht Ninguém Fica Igual. Embora pontualmente me tenha vindo a tentação de discordar do autor, acho que é uma das análises mais lúcidas que foram produzidas sobre o tema. Tem dois efeitos: eleva o nível do debate habitual sobre o tema do aborto; oferece uma visão integrada do problema, em vez das visões parcelares e redutoras que vão surgindo a esmo.
Espero que o exemplo seja seguido.

Publicado por ecos à(s) 10:08 AM | Comentários (0)

fevereiro 18, 2004

Reacção

Meu dito, meu feito: Opus Gay
E o resto

Publicado por ecos à(s) 02:13 PM | Comentários (0)

Afirmações fortes

Acabei de ler um comentário de Luís Villas-Boas Villas-Boas Diz Que Ser Educado por Homossexuais É Uma "Infelicidade" no Público de hoje. O psicólogo comenta uma sentença espanhola que concedeu a adopção de uma criança a um casal de lésbicas.
Apesar de Villas-Boas dizer o que a maioria das pessoas pensa, fazendo até uma aplicação concreta do bom senso, e da sua história recente como o "herói" do caso do bebé inglês abandonado em Faro, antecipo a reacção da "clique" do costume. Não é politicamente correcto, independentemente da experiência do autor. A vozearia deve estar a começar.
Apetece dizer que, parafraseando José Mourinho: penso! Não digo, mas penso!

Um dia destes ainda vamos ter que fazer um referendo sobre as coisas que podemos, ou não, dizer.

Publicado por ecos à(s) 11:54 AM | Comentários (0)

fevereiro 16, 2004

As novas conquistas científicas

Chamou-me a atenção o artigo de opinião de Luís Salgado de Matos A Vida Já Não É o Que Era no Público de hoje. Refere o autor que a futura clonagem de orgãos tornará possível a substituição dos que formos danificando, por exemplo, por fumar. Hoje, a ciência parece prometer soluções para todos os nossos problemas, inclusivamente para nos tornar eternos. Apesar de não divulgar quais os custos e quem terá meios para o acesso a tais procedimentos, como o autor refere "en passant". É o mito da eterna juventude que volta a atacar.
O caso mais paradigmático desta busca da imortalidade é a empresa americana Alcor. Como se já não bastasse a ideia tétrica do congelamento dos corpos até que a ciência, sabe-se lá quando, descubra a solução para as doenças de que morreram (em bom português, cemitério de rico), também congelam apenas cabeças (o que até fica mais em conta), com a promessa futura de que depois o cérebro será transplantado para um corpo renovado.
Não sei porquê, mas vem-me logo à ideia "conto do vigário". O pessoal cá da aldeia já me deve ter "contaminado" com a sua maneira directa de comentar.

Publicado por ecos à(s) 01:39 PM | Comentários (0)

fevereiro 13, 2004

Política "editorial"

Por vezes, tomo eu a responsabilidade de fazer o comentário sobre uma peça encontrada nos "media" e que me desperta a curiosidade e/ou o interesse. Outras vezes, aparecem peças que de alguma maneira me chocam por qualquer aspecto particular. Tenho vontade de responder a esses autores de uma forma elaborada, de apresentar argumentos filosóficos e/ou sociológicos que mostrem que estão errados. Em suma fazer uma marcação ponto por ponto.
Mas a vida foi-me ensinando que é por vezes a voz dos simples, com uma afirmação certeira, dirigida ao cerne do problema, que é a forma mais efectiva de comentário. Não dou assim ao artigo comentado uma importância que não tem (na minha opinião, claro).

Uma informação adicional: caso alguém tenha interesse em aceder aos artigos comentados a partir das versões digitais (as que têm "link") e já não seja possível fazê-lo porque já foram removidos das páginas respectivas, podem sempre contactar-me pedindo os textos.

Publicado por ecos à(s) 02:19 PM | Comentários (0)

Responsabilidade colectiva

Acabei de ler a carta do leitor Henrique Vaz, de Miramar, publicada no Público de hoje (O Desemprego em Massa... Ou o Trabalho Associado?). É uma análise lúcida da situação das falências, cuja leitura recomendo.
É comum encontrarmos análises económicas e/ou sociais perspectivando apenas uma das partes do problema, numa lógica quase partidária, de ataque velado à outra parte, seja ela o governo (ou a maioria que o apoia) ou a oposição. Henrique Vaz chama a atenção para a responsabilidade colectiva que todos temos na procura de soluções consensuais para os problemas do país. Isto independentemente das nossas ideias políticas ou dos alinhamentos pontuais dos diferentes intervenientes nos processos de decisão. Será isto uma utopia?

Publicado por ecos à(s) 01:39 PM | Comentários (0)

fevereiro 10, 2004

A imagem das pessoas

Acabei de ler o comentário de José Vítor Malheiros, Desempregado, no Público de hoje. Não é vulgar alguém debruçar-se, com uma perspectiva puramente humana, sobre o problema do desemprego e sobre os efeitos que tem sobre as pessoas afectadas. Recomendo a leitura.
Por outro lado, José Vítor Malheiros levanta um problema que me preocupa: o do direito à imagem das pessoas menos informadas. Quantas vezes se protege a imagem da criança vítima de violação, para logo a seguir mostrar de cara descoberta a mãe ou a tia? Este não é um caso de violação do segredo de justiça, mas algo que é uma responsabilidade objectiva dos jornalistas envolvidos.

Publicado por ecos à(s) 03:53 PM | Comentários (0)

Política de comentários

Por opção, comentários só serão aceites por correio electrónico. Enviar mensagens para: jsnovo@megamail.pt

Publicado por ecos à(s) 11:50 AM | Comentários (0)

Ideias Únicas

Hoje, levei a revista Única do Expresso para o café. O pessoal habitual ficou logo de olho nela por causa da capa, mas não liguei. Lendo o comentário de Vítor Rainho, fiquei surpreendido pela junção de aborto e eutanásia com uma história de uma senhora italiana que não queria tratar de um pé gangrenado. Claro que a conversa sobre o assunto generalizou-se de imediato. Comentário a despropósito da Josefa:
— Pés, mãos, filhos e velhos, para esses senhores da cidade é tudo o mesmo!

Umas páginas à frente, a crónica de Inês Pedrosa, Genocídios. Ao sr. Joaquim cai-lhe o olho no subtítulo "Jesus teria a caridade de dar o preservativo aos necessitados. Era um fundamentalista das pessoas". Pergunta inocentemente:
— É a filha do Solnado, a que fala com Cristo?

Coitados, o que é que eles saberão sobre estes assuntos, aqui no meio do isolamento da aldeia ...

Publicado por ecos à(s) 11:19 AM | Comentários (0)

O Processo

Foi com alguma surpresa que presenciei o "triste" espectáculo de Ricardo Sá Fernandes no noticiário da SIC de sábado. Tanto esforço e tanta emoção à flor da pele.
Para quem diz que só se faz publicidade à versão da acusação, fez um belo "trabalho" de venda de imagem. Até procurou colocar sobre pressão a Ordem dos Advogados, para que lhe permitissem divulgar a versão da defesa. Patético.
Quem o ouvia, teria dificuldade em não achar que Carlos Cruz é a única vítima deste processo. O que vale é que o Olindo passou pelo café nessa altura, e como é sempre tão terra a terra, comentou imediatamente:
— Está-se mesmo a ver! Os culpados são os putos da Casa Pia!
E quebrou-se o enguiço.

Publicado por ecos à(s) 11:17 AM | Comentários (0)

Abertura

Como primeira mensagem, gostaria de fazer uma breve apresentação. Vivo na província, numa pequena aldeia, por escolha própria. Resolvi distanciar-me tanto quanto possível do bulício das grandes cidades.
A vida por aqui anda devagar, quase nunca acontece nada. Ocupo o tempo a ler, a passear nas vizinhanças e eventualmente, em conversas de café (à hora do dito) com o pessoal da aldeia.
Aprecio o contraste entre as opiniões que vou ouvindo e as notícias que aqui chegam através da televisão ou de algum jornal, mais ou menos atrasado.
Proponho-me, de quando em quando, fazer alguns comentários sobre material que aparece nos "media", dando-lhes perspectivas particulares. As que resultam da minha própria visão e/ou das conversas que vou mantendo com os habitantes do lugar.

JSNovo, 10/2/2004

Publicado por ecos à(s) 10:05 AM | Comentários (0)