Chamo a atenção para um excelente texto de Mário Pinto no Público, de que deixo, seguidamente, um excerto:
[...]
5. Por isso, tenho de fazer uma declaração de voto muito enérgica, relativamente às anunciadas medidas anti-crise. Apesar do meu grande apreço pessoal pela competência e pela idoneidade do ministro das Finanças, o perfil da estratégia governativa já esboçada não quer mudar o nosso paradigma social, político e constitucional. Ora, se não mudarmos a nossa maneira de viver, moral, social e política, se não melhorarmos as nossas instituições, se não reformarmos o nosso Estado Social e a nossa Administração Pública, poderemos razoavelmente esperar que mudem as respectivas consequências? Claro que não. Se, mais uma vez, nos limitarmos a apertar o cinto, logo que o cinto folgue um bocadinho voltaremos aos mesmos excessos e ineficiências, porque as mesmas causas produzem os mesmos efeitos. Com a agravante de nos tornarmos crónicos. E as doenças crónicas não têm cura.
Os ricos que paguem a crise (necessária assinatura electrónica; secção Espaço Público)
Publicado por ecos em junho 6, 2005 07:34 AMSempre que entramos em tempo de crise, invariavelmente, sou chamado a contribuir, com o meu esforço, para minimizar os efeitos dos tempos magros, mas nunca ninguém me convidou a participar na fartura. Porque raio será?
Afixado por: Duarte Lopes em junho 9, 2005 11:30 AM