Ultimamente, tenho andado com outras preocupações. Preocupações essas que me fazem ter menos tempo para blogar, tanto para "varrer" as novidades nos blogues amigos como, principalmente, para escrever textos novos para o Ecos. No entanto, aproveitando o feriado de hoje estive a por a leitura dos jornais em dia e encontrei um texto que gostaria de partilhar com os leitores. Infelizmente, é proveniente do Público, que só é acessível por assinatura. Por isso, deixo aqui um excerto da parte mais significativa, para mim, do mesmo artigo:
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Enfim: que tem ele de comum com o filósofo alemão Jürgen Habermas, o "ateu metódico" com quem debate a secularização ou os dilemas da bioética? A questão dos valores. Para Habermas, o cristianismo é o fundamento último da liberdade, dos direitos humanos, da democracia, em suma, da civilização ocidental. "Não dispomos de opções alternativas. Continuamos a alimentar-nos desta fonte. Tudo o mais é palavreado pós-moderno."
Perante o rolo compressor da globalização, diz Habermas, é fulcral preservar "os nossos recursos culturais e morais, que estão na base da convivência e da sociedade civil. (...) Os Estados liberais têm interesse em salvaguardar estes recursos, dos quais a religião faz parte." Mas "os contributos da religião têm de ser traduzidos em linguagem laica para poderem agir sobre as decisões juridicamente vinculativas para os cidadãos."
Se a Igreja reage à modernidade, o mundo "laico" mostra-se hoje incapaz de responder aos seus desafios éticos.
Bento XVI, equívocos e perplexidade, por Jorge Almeida Fernandes
Publicado por ecos em abril 25, 2005 01:11 PMHá que observar vários tipos de Cristianismo, de onde se destaca duas vertentes. O Cristianismo secular em forma de Estado encarnado pela Igreja do Vaticano, que assenta os seus dogmas em passagens num livro que não se sabe que se foi o homem, Deus ou o Diabo que o escreveram. E o Cristianismo primitivo que apenas busca o conceito primário que Cristo veio trazer a este mundo. O de olharmos para dentro de nós e realçarmos as nossa capacidades não em função do individuo, mas sim em benefício à comunidade onde ele se insere. O Cristianismo do novo Papa apenas serve os interesses das mordomias da classe sacerdotal, ignorando os principais objectivos que a criaram o auxilio aos necessitados, fôra das muralhas imponentes do Vaticano, enquanto outro ensina ao homem modelos de conduta de vivermos em comunidade sem recorrer a edificios, figuras de pedra e cera, e sacerdotes intermediários entre Deus e os homens. Gostei deste espaço, uma vez que nos oferece elevados conteúdos temáticos, e por isso mesmo sempre que puder voltarei.
Afixado por: Humberto em abril 25, 2005 04:56 PM