Um adjectivo que se aplica a uma figura pública que nos acompanha nos últimos 26 anos serve hoje de título a esta entrada. Falo de João Paulo II. Antes de ser um protagonista global, ao ser eleito Papa, teve um trabalho notável na sua Polónia natal, tanto a nível pastoral como académico, acompanhando e apoiando a revolução gradual que determinou o fim da influência soviética naquele país e, por arrastamento, no resto dos países do Pacto de Varsóvia (cf. a biografia "Witness to hope" (2001), por GWeigel (Cliff Street Books)).
Após um pontificado marcado por uma produção notável de documentos e por inúmeras viagens, João Paulo II é um homem profundamente doente, sofrendo os tempos finais de uma vida cheia. Assisto às notícias diárias sobre a evolução do seu estado clínico sempre admirando a força com que resiste há tanto tempo. Numa altura em que se advogam soluções "fáceis" para problemas humanos, aparentemente seria mais fácil retirar-se de cena. Mas escolheu servir para a vida, toda. E nem o ter atingido o posto mais alto da Igreja Católica o demove. Fica o exemplo.
Uma outra visão sobre a matéria é a de RDahrendorf, no Público: O crepúsculo de um pontífice.
Publicado por ecos em fevereiro 27, 2005 10:40 AMPartilho totalmente a sua opinião, embora tenha também achado muito interessante o artigo que referiu. A malta do "esquerdalho" é que não presta para nada. Se quiser passar no meu blogue tem lá um link para um post miserável sobre a doença do Papa, publicado no Barnabé. Um abraço.
Afixado por: O Velho da Montanha em março 2, 2005 07:04 PMEu sei, VdM, mas obrigado pela informação. Vi a referência no "Quinto dos Impérios". Não me parece que valha a pena nem a publicidade, nem a visita. As atitudes ficam com quem as toma.
Afixado por: JSNovo em março 2, 2005 07:08 PM