Estive ausente uns dias, durante os quais fiz férias do país real (?). Nem politiquices, nem "futebóis" (bom, espreitei qualquer coisinha, porque, aparentemente, só numa ilha deserta não há acesso à "internet"). Foi um pouco como estar no estrangeiro: só acaba por chegar o verdadeiramente importante. E não se passou nada de verdadeiramente importante.
Este distanciamento é fundamental para adquirir uma perspectiva diferente dos factos, para meditar e ensaiar novas ideias, num processo de renovação interior que é essencial para manter a cabeça no lugar.
Foi bom encontrar alguns velhos amigos, daqueles que se cruzaram na minha vida durante um tempo e cujas vidas os levaram para lugares distantes. Foi bom começar uma longa conversa no ponto onde se deixou há uns anos, como se o tempo não tivesse significado. Foi bom sentir que ideias que germinavam silenciosamente há algum tempo, saltaram para a ribalta sob o efeito catalítico da amizade e da vontade de deixar uma marca. Foi bom.