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Quanto a esta «construção europeia» que se iniciou com o Tratado de Roma e hoje se quer fazer avançar por um caminho que se pretende apresentar como o único possível, tem assentado na vontade de uns poucos e na apatia da maioria, a quem se diz que só ela garante a paz e a prosperidade em que a Europa descansa, com compreensível egoísmo, do esforço histórico dos seus povos e Estados na criação do mundo moderno. É uma «fortaleza», já não é uma caravela... e descansa à sombra do poder do maior dos seus filhos, os Estados Unidos.
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D. Duarte de Bragança
(in: Expresso, 6 de Novembro de 2004 - ligação (só acessível a assinantes): A Constituição Europeia e o futuro de Portugal)