Hoje, novamente em Coimbra, calhou-me em caminho atravessar o Jardim da Sereia. É uma ilha no meio da cidade, apenas com a perturbação introduzida pelas obras de recuperação. Mas é possível atingir um certo nível de abstracção em relação a essas minudências.
Hoje, talvez devido àquela luz especial que resulta da simultaneidade de chover e fazer sol, pareceu-me viajar no tempo. Juro que não estranharia cruzar-me com uma dama e respectiva "chaperon" em animada conversa ou um cavalheiro de cartola e monóculo confiando os longos bigodes, vestidos à moda de finais do século XIX.
Hoje, senti algo de mágico no Jardim. Espero que continue a recuperação, para fruição de todos.