Hoje tive um início de manhã diferente. Cheguei cedo a Coimbra e resolvi abandonar o autocarro mais cedo, na zona da Câmara Municipal. Aproveitei para atravessar o Mercado Municipal e para me deixar envolver na actividade matinal dos vendedores, um bulício muito característico num ambiente carregado de cheiros típicos, que vão variando de acordo com os artigos predominantes para venda: os legumes, o pão, a carne e o peixe. Depois, um passeio no exterior até à Alta, apreciando aqueles pormenores que todos julgamos conhecer, mas que perdemos quando não caminhamos sem pressas ou quando passamos nalgum veículo. Sente-se o pulsar da cidade, a variação do ruído citadino entre o final da Avenida Sá da Bandeira e a protecção do acesso à Alta. Na zona da Faculdade de Psicologia dou por mim a reparar nos ouriços abertos no chão, apercebendo-me do imponente castanheiro que ali pontifica. As folhas já mostram os primeiros tons de Outono, que condizem com o ar fresco desta manhã enevoada. Fico fascinado por momentos pelo casario que se estende em frente. Chegado à Alta universitária, tenho que interromper os meus devaneios, chamado à terra pelas prosaicas intenções que me marcaram hoje esse destino.
Publicado por ecos em setembro 30, 2004 01:39 PM