junho 12, 2004

Posição ética

Quantos de nós não teremos conflitos éticos no trabalho, na estrada, nas nossas actividades diárias? Muitos dos nossos actos levantam questões éticas. Qual o mal de levar, do emprego, umas esferográficas para casa? O mal é não ver o mal. O risco que se corre, pelo hábito de neglicenciar a questão ética nas pequenas coisas, é que se passe a outras maiores.
O problema é uma "pescadinha de rabo na boca". Nada muda se cada um de nós não mudar. E nós não queremos mudar porque não gostamos de "medalhas de cortiça". Se todos fazem, porque é que eu não me posso permitir fazer o mesmo?
As mudanças de mentalidade são um processo longo, geracional. Não acontecem numa população de um momento para o outro. São geralmente facilitadas por bons exemplos vindos das elites dominantes. São sempre dificultadas pelos maus exemplos das mesmas elites.

Recomendo a leitura do artigo de Ralf Dahrendorf, hoje, no Público, sobre esta última questão (Democracia, Responsabilidade e Honra).

Publicado por ecos em junho 12, 2004 08:52 AM
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