Uma das consequências da forma como vivemos, imersos nos efeitos da publicidade, de reportagens sobre como outros vivem, de programas que prometem tudo, é que nos arriscamos a acreditar que somos eternos. Ainda mais acreditaríamos se tivéssemos dinheiro para isso, para uma vida de estrela de cinema.
Não fossem as reportagens sobre o Iraque e a Palestina, tudo estaria bem. Porque estamos já insensibilizados contra as imagens de morte na estrada (só acontece aos outros), ou nalgum massacre de país africano. Recentemente, o ataque de Madrid mostrou-nos que essas guerras podem acontecer-nos também a nós. Mas estamos incrédulos, ainda não aceitamos.
Sugestão do dia (1): a leitura do artigo de Luís Salgado de Matos no Público de hoje (A Vitória Sobre a Morte).