Sentado num banco,
À espera do autocarro,
Sou surpreedido
Por uma gota de água
Caída do viaduto
Que cobre o local.
Uma pequena fresta,
Na caleira de recolha
Das águas pluviais
É a responsável.
Mudo de lugar
E reparo que,
Por baixo do banco,
No local exacto da queda da gota,
Cresce uma plantinha
Pelo meio das pedras da calçada.
A vida surpreende-nos sempre,
Nos locais mais insuspeitos
E das formas mais inesperadas.