Temos sempre esperança que a suspensão introspectiva causada por um acontecimento dramático se prolongue indefinidamente e que promova alterações nos comportamentos. O habitual é ficarmo-nos pelo minuto de silêncio, o dia de luto com bandeiras a meia-haste ou o equivalente espanhol de três dias, que nem sequer foi respeitado. Mais do que o período de reflexão das eleições, era aquele que mereceria neste momento mais atenção.
Enfim, a vida continua, sobre mortos e feridos e memórias curtas.