Chamou-me a atenção o artigo de opinião de Luís Salgado de Matos A Vida Já Não É o Que Era no Público de hoje. Refere o autor que a futura clonagem de orgãos tornará possível a substituição dos que formos danificando, por exemplo, por fumar. Hoje, a ciência parece prometer soluções para todos os nossos problemas, inclusivamente para nos tornar eternos. Apesar de não divulgar quais os custos e quem terá meios para o acesso a tais procedimentos, como o autor refere "en passant". É o mito da eterna juventude que volta a atacar.
O caso mais paradigmático desta busca da imortalidade é a empresa americana Alcor. Como se já não bastasse a ideia tétrica do congelamento dos corpos até que a ciência, sabe-se lá quando, descubra a solução para as doenças de que morreram (em bom português, cemitério de rico), também congelam apenas cabeças (o que até fica mais em conta), com a promessa futura de que depois o cérebro será transplantado para um corpo renovado.
Não sei porquê, mas vem-me logo à ideia "conto do vigário". O pessoal cá da aldeia já me deve ter "contaminado" com a sua maneira directa de comentar.